- Pela Redação
- 29/05/2023
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou o recolhimento de dois lotes específicos da água mineral sem gás Mamba Water após identificar a presença de bactéria Pseudomonas aeruginosa durante testes de qualidade executados pelo próprio fabricante.
Este é o terceiro episódio envolvendo esse microrganismo em um curto período. Em abril, a mesma bactéria contaminou mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê, e em junho, provocou o recolhimento de um lote de água mineral Crystal.
A determinação foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (16) e abrange o recolhimento voluntário e a interrupção da comercialização, distribuição e utilização das latas de 350 ml dos lotes 13 e 14, produzidos em 3 e 4 de abril de 2026. Os produtos possuem validade até abril de 2027.
A empresa HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., fabricante do produto, notificou voluntariamente a agência reguladora após constatar a contaminação em seus testes rotineiros. A resolução não menciona se consumidores foram afetados pela contaminação.

A ação restritiva se limita aos seguintes itens:
Mamba Water Água Mineral Sem Gás – embalagem de lata com 350 ml
Consumidores que possuem embalagens desses lotes devem evitar o consumo do produto. A Anvisa mantém a suspensão da comercialização, distribuição e utilização até que a empresa conclua as ações corretivas necessárias.
A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo oportunista que, normalmente, não representa risco para indivíduos com sistema imunológico íntegro, mas pode provocar infecções em pessoas com imunidade comprometida, entre elas idosos, crianças pequenas, pacientes em quimioterapia, receptores de transplante, portadores de HIV sem tratamento adequado ou usuários de medicações imunossupressoras.
Em indivíduos imunocomprometidos, o microrganismo é capaz de causar infecções em múltiplas regiões do corpo, incluindo sistema respiratório, vias urinárias, pele e circulação sanguínea.
Embora o risco geral para a população seja reduzido, a regulamentação sanitária brasileira proíbe completamente a existência dessa bactéria em águas para consumo. Sempre que o agente é detectado, a Anvisa determina o recolhimento dos lotes contaminados.
Segundo a resolução divulgada pela Anvisa, a decisão ocorreu depois que a indústria comunicou voluntariamente o descobrimento do microrganismo em seus procedimentos de controle de qualidade.
Para além do recolhimento, a agência suspendeu a comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados e identificou desconformidade com as normas sanitárias para alimentos e água mineral.
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