- Pela Redação
- 29/05/2023
O presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou nesta terça-feira (13) em plenário que já dispõe das assinaturas necessárias para processar o requerimento de calendário especial vinculado à PEC (proposta de emenda à Constituição) que visa eliminar a jornada 6x1.
Conforme o anúncio do presidente do Senado, a matéria poderá ser submetida aos dois turnos de votação ainda nesta quarta-feira (14), acelerando significativamente o cronograma previsto.
"Esta matéria estará apta para sua deliberação no dia de amanhã. Vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial solicitado por lideranças partidárias. Eu informo que já há o número regimental para a apreciação do calendário especial", declarou Alcolumbre.
A assinatura de 54 senadores é exigida pelo regimento para formalizar este tipo de solicitação. A aprovação em plenário demanda apenas maioria simples. O Palácio do Planalto protocolará o requerimento na quarta-feira, e Alcolumbre se comprometeu em submeter o documento à votação no período da tarde.

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Uma PEC necessita completar dois turnos de deliberação no Senado para ser sancionada, exigindo no mínimo 49 votos favoráveis em cada rodada. O regimento institucional determina obrigatoriamente três períodos de discussão entre o primeiro e segundo turno, denominado interstício.
O calendário especial que o governo apresentará serve justamente para suprimir esse intervalo obrigatório, permitindo que ambos os turnos ocorram no mesmo dia. Sem essa flexibilização, a votação definitiva poderia ocorrer apenas após o segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro.
A PEC em questão propõe transformar a escala laboral de 6x1 para 5x2, estabelecendo cinco dias de trabalho e dois de descanso semanalmente. Simultaneamente, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas por semana. A Câmara dos Deputados aprovou o texto em maio, contudo a tramitação no Senado enfrentou obstáculos durante meses devido a divergências entre o Executivo e a presidência da Casa.
Alcolumbre havia publicamente indicado que aguardava uma manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para destravar a matéria, comunicação que não se concretizou naquele momento.
O desentendimento entre ambos foi superado após um encontro em 27 de agosto entre Alcolumbre, Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na ocasião, negociaram a aprovação da medida provisória sobre a taxa das blusinhas e do projeto de lei dos minerais críticos para a primeira quinzena de setembro.
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