- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
As urnas de 2026 deixaram um recado claro: o eleitor mato-grossense decidiu interromper a sequência de vitórias de alguns dos grupos políticos mais tradicionais do Estado.
Famílias como Campos, Riva, Fávaro e Pinheiro, que por décadas ocuparam espaços de destaque na política de Mato Grosso, sentiram nas urnas o peso da mudança. Em diferentes disputas, os nomes lançados pelos grupos não conseguiram conquistar o voto necessário para manter a presença no poder.
O resultado mostra que tradição política e sobrenome já não são suficientes para garantir uma cadeira eletiva. Para esses grupos, a eleição representa mais do que uma derrota: é um sinal de que o eleitor está cobrando renovação e novas lideranças.
O movimento dos Riva previa uma espécie de passagem de bastão na Assembleia. Enquanto Janaina tentava subir um degrau na carreira e chegar ao Congresso, a irmã mais nova, Jéssica Riva (MDB), disputava sua primeira eleição para ocupar o espaço deixado por ela.
Jéssica também não conseguiu se eleger. Com mais de 25 mil votos, ficou fora da composição das 24 cadeiras da Assembleia.
O caso mais emblemático é o da família Campos. Júlio Campos (União), que retornou à Assembleia Legislativa em 2023, não conseguiu a reeleição. Com mais de 18 mil votos, ficou fora das 24 cadeiras da próxima legislatura.
A derrota também atingiu a nova geração da família. Rafaela Fávaro (PSD), filha do senador, tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas não conseguiu se eleger. Na totalização, passou os 9 mil votos.
Rafaela já havia participado diretamente da eleição municipal de 2024, quando foi candidata a vice-prefeita de Cuiabá na chapa encabeçada por Lúdio Cabral (PT). A dupla chegou ao segundo turno, mas perdeu para Abilio Brunini (PL).
A família Pinheiro completa a lista de sobrenomes tradicionais atingidos pelo resultado deste domingo. Emanuelzinho (PSD), que buscava o terceiro mandato consecutivo de deputado federal, ficou fora das oito cadeiras destinadas a Mato Grosso na Câmara.
Na apuração consultada, o parlamentar aparecia com mais de 50 mil votos, fora do grupo que conquistava mandato.
As urnas falaram. E o recado foi direto: o passado político não garante mais o futuro.
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