Urnas mandam recado às famílias tradicionais da política de Mato Grosso

Derrota nas urnas



Redação 

 

As urnas de 2026 deixaram um recado claro: o eleitor mato-grossense decidiu interromper a sequência de vitórias de alguns dos grupos políticos mais tradicionais do Estado.

Famílias como Campos, Riva, Fávaro e Pinheiro, que por décadas ocuparam espaços de destaque na política de Mato Grosso, sentiram nas urnas o peso da mudança. Em diferentes disputas, os nomes lançados pelos grupos não conseguiram conquistar o voto necessário para manter a presença no poder.

O resultado mostra que tradição política e sobrenome já não são suficientes para garantir uma cadeira eletiva. Para esses grupos, a eleição representa mais do que uma derrota: é um sinal de que o eleitor está cobrando renovação e novas lideranças.

O movimento dos Riva previa uma espécie de passagem de bastão na Assembleia. Enquanto Janaina tentava subir um degrau na carreira e chegar ao Congresso, a irmã mais nova, Jéssica Riva (MDB), disputava sua primeira eleição para ocupar o espaço deixado por ela.

 

Jéssica também não conseguiu se eleger. Com mais de 25 mil votos, ficou fora da composição das 24 cadeiras da Assembleia.

O caso mais emblemático é o da família Campos. Júlio Campos (União), que retornou à Assembleia Legislativa em 2023, não conseguiu a reeleição. Com mais de 18 mil votos, ficou fora das 24 cadeiras da próxima legislatura.

A derrota também atingiu a nova geração da família. Rafaela Fávaro (PSD), filha do senador, tentou uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas não conseguiu se eleger. Na totalização, passou os 9 mil votos.

 

Rafaela já havia participado diretamente da eleição municipal de 2024, quando foi candidata a vice-prefeita de Cuiabá na chapa encabeçada por Lúdio Cabral (PT). A dupla chegou ao segundo turno, mas perdeu para Abilio Brunini (PL).

A família Pinheiro completa a lista de sobrenomes tradicionais atingidos pelo resultado deste domingo. Emanuelzinho (PSD), que buscava o terceiro mandato consecutivo de deputado federal, ficou fora das oito cadeiras destinadas a Mato Grosso na Câmara.

 

Na apuração consultada, o parlamentar aparecia com mais de 50 mil votos, fora do grupo que conquistava mandato.

As urnas falaram. E o recado foi direto: o passado político não garante mais o futuro.

0 Comentários

Faça um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados* *

Veja Também