Procurador do MPE critica extremismos e condena tanto ditadura de Maduro quanto ação dos EUA

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Redação do rufandobombonews 

O procurador de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE), Domingos Sávio, publicou um vídeo em suas redes sociais neste domingo (4) no qual faz duras críticas ao extremismo político e à seletividade ideológica no debate internacional, após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Na avaliação do procurador, é inegável que Maduro comanda uma ditadura. Ele destaca que o líder venezuelano se mantém no poder por meio de eleições marcadas por fortes indícios de fraude, persegue e silencia opositores, domina os poderes do Estado por meios escusos e é responsável por uma grave crise humanitária que já levou mais de 8 milhões de venezuelanos a deixarem o país na última década, fugindo da miséria e da violência estatal.

Apesar desse cenário, Domingos Sávio critica líderes políticos que, por alinhamento ideológico, evitam condenar o regime venezuelano e tratam Maduro como “companheiro”, ignorando as evidências do autoritarismo.

Por outro lado, o procurador também condena de forma contundente a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela. Segundo ele, o ataque representa uma afronta à soberania nacional e uma clara violação do direito internacional. Para Domingos Sávio, é inadmissível que um país, de forma unilateral e por decisão de seu líder, invada outro, prenda seu presidente e o submeta às leis do país invasor.

O procurador afirma ainda que o discurso americano de combate ao narcotráfico ou de libertação do povo venezuelano não se sustenta. Ele lembra que os Estados Unidos mantêm parcerias estratégicas com regimes autoritários como Arábia Saudita e Egito e cita o recente perdão concedido pelo presidente Donald Trump ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado pela própria Justiça americana a 45 anos de prisão por envolvimento com o tráfico de drogas.

Para Domingos Sávio, o caso expõe como o extremismo político impede uma análise equilibrada da realidade. “Há quem não reconheça Maduro como ditador e, ao mesmo tempo, quem se recuse a ver que a invasão americana é condenável e cria um precedente perigosíssimo para países democráticos e soberanos”, conclui.

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