- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
Neste sábado (25), completam-se 42 anos da votação que transformou o então deputado mato-grossense Dante de Oliveira em um dos maiores símbolos da redemocratização do Brasil. Em 25 de abril de 1984, a emenda das Diretas Já, que levava seu nome, foi rejeitada no Congresso Nacional, mas entrou para a história como marco da luta pelo voto direto para presidente.
Naquele dia, o país vivia a expectativa de reconquistar nas urnas o direito de escolher o chefe do Executivo. Dentro do Congresso, deputados se preparavam para votar a Proposta de Emenda Constitucional 3/1983. Do lado de fora, estudantes, sindicalistas, servidores públicos, jornalistas e militantes pressionavam por mudanças em meio a um cenário de tensão, cercado por censura, barreiras militares, telefones cortados e forte aparato policial.
A emenda recebeu 298 votos favoráveis, 65 contrários e três abstenções. Embora tenha conquistado ampla maioria, não alcançou os 320 votos necessários para alterar a Constituição imposta pelo regime militar — faltaram 22 votos.
A derrota em plenário, porém, não impediu que a proposta se tornasse um divisor de águas. O movimento das Diretas Já ganhou força, impulsionou o processo de redemocratização e consolidou Dante de Oliveira como o “Homem das Diretas”.
Ex-prefeito de Cuiabá por dois mandatos e também duas vezes governador de Mato Grosso, Dante teve seu nome eternizado na história política nacional. Quatro décadas depois, a emenda derrotada segue lembrada como uma vitória da democracia — e muitos ainda consideram Dante o maior político da história de Mato Grosso.
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