- Pela Redação
- 29/05/2023
Danilo Figueiredo do local/ Márcio Eça da redação
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta terça-feira (3) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, tem viés político e não deve apresentar fatos novos.
Segundo o chefe do Executivo estadual, as assinaturas que viabilizaram a criação da CPI foram coletadas há mais de dois anos, em meio a uma denúncia que, conforme destacou, partiu da própria Secretaria de Governo e foi investigada pela Polícia Civil. Ele ressaltou que o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que denunciou os envolvidos.
“Essas assinaturas foram coletadas há mais de dois anos atrás, quando houve uma denúncia feita pela própria Secretaria de Governo, que foi investigada pela Polícia Civil, que concluiu as investigações e mandou ao Ministério Público, que denunciou as pessoas envolvidas. Dois anos depois, usando uma manobra, foram apresentadas essas mesmas assinaturas”, declarou.
Mauro também afirmou que três deputados que haviam assinado o pedido anteriormente ingressaram com requerimento para invalidar o apoio, alegando que a manifestação de vontade era antiga. Para ele, a reapresentação do documento configura uma “manobra política”.
“Lamento que, nesse momento, em que temos tanta coisa séria para fazer, tenhamos que perder tempo com isso. Quer investigar? Pode investigar. Mas não investigar aquilo que a Polícia já investigou, que o Ministério Público já investigou e que já processou”, disse.
Apesar das críticas, o governador afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos. “Estou pronto para responder a qualquer coisa do Estado de Mato Grosso”, completou.
Composição da CPI
A CPI da Saúde será composta majoritariamente por deputados da base governista. O presidente da comissão é o deputado Wilson Santos (PSD). Também integram o colegiado o líder do Governo na Casa, Dilmar Dal Bosco (União); o vice-líder Beto Dois a Um (PSB); Chico Guarnieri (PSD); e Janaina Riva (MDB).
Como suplentes foram indicados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio de Paiva (PSB) e Thiago Silva (MDB).
A comissão terá prazo regimental para apurar eventuais irregularidades na área da saúde e deve iniciar os trabalhos nos próximos dias.
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