- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
O governador Mauro Mendes (União) afirmou nesta quarta-feira (11) que considera “curiosa” a criação da CPI da Operação Espelho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo ele, o requerimento trata de fatos ocorridos em 2023, que já teriam sido investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
De acordo com o chefe do Executivo estadual, a Assembleia tem prerrogativa constitucional para instaurar comissões parlamentares de inquérito, desde que respeitados os critérios legais. No entanto, ele questionou a atualidade do pedido.
“Obviamente, a Assembleia Legislativa tem o dever de agir dentro da legalidade e instalar as comissões parlamentares de inquérito. Entretanto, esse fato é muito curioso. Ele se reporta a um fato lá de 2023, com assinaturas coletadas em 2023”, declarou.
Mauro afirmou ainda que foi informado de que alguns deputados já protocolaram pedido para exclusão de assinaturas do requerimento, sob o argumento de que não há contemporaneidade nos fatos citados. Segundo ele, os episódios já teriam sido investigados e concluídos pelos órgãos competentes, com denúncia dos responsáveis, não havendo fatos novos que justifiquem a reabertura do tema.
“Não existe contemporaneidade neste pedido e são fatos que já foram investigados pelo Ministério Público e pela polícia, que já foram concluídos e os responsáveis já foram denunciados. Não tem nenhum fato novo”, pontuou.
Apesar das críticas, o governador afirmou que o debate deve ocorrer no âmbito do Legislativo. “Não tem problema, nós vamos fazer o debate legislativo lá sobre isso, mas me pareceu muito estranho essa atitude feita nesse momento”, concluiu.
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