Jayme diz que grupo de Mauro e Pivetta se acha “dono” de Mato Grosso

“Mato Grosso não é fazendão”



Redação do rufandobombonews 

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União), voltou a elevar a temperatura dos bastidores políticos ao desferir duras críticas ao grupo governista de seu próprio partido e aliados. A ala criticada resiste em apoiar sua postulação ao Palácio Paiaguás nas eleições de 2026.

​Nesta segunda-feira, 15 de junho, o parlamentar criticou abertamente os integrantes do grupo ligado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao ex-governador Mauro Mendes (União), afirmando que eles agem com arrogância e tratam o poder como algo permanente.

​“É bom que se esclareça que essas pessoas que hoje estão no poder momentaneamente, estão de plantão aí, acham que eles são a última Coca-Cola do deserto. Não é nada disso”, disparou o senador.

 

​Críticas ao modelo de gestão: "Não é uma S.A."

​Subindo o tom da retórica, Jayme questionou os interesses que movem a atual liderança do Estado, sugerindo que as decisões estão centralizadas nas mãos de poucos agentes políticos e econômicos, em detrimento do restante da população mato-grossense.

​“Nós temos que fazer com que esse Estado aqui seja passado a limpo. Sobretudo, um Estado de mais oportunidade. Um Estado que seja da maioria da sociedade de Mato Grosso, não de meia dúzia que hoje gerencia o Estado e que, lamentavelmente, tem interesse muito pessoal e quer transformar esse Estado como se fosse uma propriedade particular”, criticou.

​O pré-candidato usou metáforas empresariais e rurais para descrever o cenário que enxerga na atual gestão do Palácio Paiaguás, rechaçando o modelo de escolha dos futuros nomes para a sucessão estadual.

​“Ou seja, uma S.A., que se unem quatro ou cinco e vão definir quem é o diretor-geral, quem é o diretor-administrativo, quem é o gerente, quem é o capataz. Aqui não é um fazendão. Mato Grosso tem que ser discutido num todo”, defendeu Campos, sinalizando que a estratégia de desenvolvimento e o ambiente de investimentos do estado precisam passar por uma urgente reformulação política.

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