"Foi feito na calada da noite", dispara Jayme sobre comando da federação União-PP

Senador acusa ex-governador de manobra politica



Redação do rufandobombonews 

O senador Jaime Campos subiu o tom contra o grupo político do ex-governador Mauro Mendes ao comentar a composição provisória da Federação União Progressista em Mato Grosso. Pré-candidato ao Governo do Estado, ele classificou a formação da direção da federação como uma "rasteira", fruto de um "jogo sujo" conduzido para esvaziar lideranças históricas do União Brasil e favorecer o projeto de sucessão liderado por Mauro.

Em entrevista ao programa Resumo do Dia, nesta segunda-feira (2), Jaime demonstrou irritação com o fato de nomes tradicionais da legenda terem sido deixados de fora das principais decisões, entre eles o deputado estadual Júlio Campos, ex-governador, ex-senador e uma das figuras mais influentes da história do partido em Mato Grosso.

Segundo o senador, a articulação foi construída sem diálogo e à margem das lideranças que ajudaram a consolidar o antigo PDS, PFL, DEM e, posteriormente, o União Brasil.

Apesar de reconhecer que Mauro Mendes possui maioria na composição provisória da federação estadual, Jaime afirmou que a disputa está longe de estar encerrada. Ele explicou que a definição sobre uma eventual candidatura própria ao governo passará primeiro pelas convenções do União Brasil e do PP, previstas para o final de julho.

A estratégia do senador é conquistar a aprovação do seu nome dentro do União Brasil e levar a decisão para as instâncias superiores da federação. Caso haja divergência entre os partidos e a direção estadual, a palavra final caberá à executiva nacional.

"O importante é ganhar na convenção do meu partido", afirmou.

Jaime também afirmou que o próprio estatuto partidário dá preferência ao lançamento de candidaturas próprias, sinalizando que pretende usar o argumento para enfrentar a resistência do grupo que defende o apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta.

Nas declarações mais duras da entrevista, o senador acusou adversários internos de agirem sem ética e sem respeito à história do partido.

"Isso foi feito na calada da noite. É a coisa mais rasteira, mais porca que existe na política", disparou.

Sem citar nomes diretamente, Jaime afirmou que a condução do processo demonstra falta de princípios e desrespeito com aqueles que construíram a legenda ao longo das últimas décadas.

Mesmo isolado na composição provisória da federação, o senador deixou claro que não pretende recuar da disputa e promete transformar as convenções partidárias em um teste de força contra o grupo político comandado por Mauro Mendes na corrida pela sucessão estadual.

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