Angeliquinha: líder de facção criminosa é capturada na Bolívia e será recambiada para Mato Grosso

Criminosa foragida há mais de um ano é conduzida por policiais em Santa Cruz de la Sierra após captura



Operação internacional resulta na prisão da procurada

A polícia boliviana efetuou a prisão de Angélica Saraiva de Sá, 34 anos, conhecida como Angeliquinha, foragida desde agosto de 2025. Imagens captadas pela imprensa local registram o momento em que ela é conduzida por agentes de segurança pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra, em operação coordenada entre autoridades brasileiras e bolivianas.

As filmagens mostram a suspeita sendo escoltada por diversos policiais durante seu deslocamento até o local onde seria apresentada à imprensa em coletiva sobre segurança pública.

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Procurada há 13 meses

Residente em Mato Grosso, Angeliquinha é investigada como uma das principais lideranças de organização criminosa que atua no extremo norte do estado. Suas condenações, quando somadas, ultrapassam 260 anos de cadeia, abrangendo homicídios, tráfico de entorpecentes e participação em atividades ilícitas organizadas.

A foragida fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, há mais de um ano, mantendo-se desaparecida até a operação desta semana.

Rastreamento por redes sociais

Durante o período em que permaneceu escondida no território boliviano, a procurada divulgava conteúdo em plataformas digitais que facilitou sua localização. Os vídeos mostravam momentos de lazer, festas e consumo de bebidas em Santa Cruz de la Sierra, fornecendo pistas cruciais para as autoridades.

Além disso, a criminosa submeteu-se a procedimentos cirúrgicos estéticos visando modificar seus traços físicos e impedir identificação. No ato da captura, portava documentação brasileira fraudulenta.

Atuação criminosa ativa

Conforme investigações da Polícia Civil, mesmo durante a fuga, Angeliquinha mantinha influência sobre operações ilícitas na região de Alta Floresta. Sua rede de atividades incluía movimentação de drogas, operações de extorsão e exploração criminosa em áreas de garimpo clandestino.

O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, responsável pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, aponta que a suspeita teria participado diretamente em decisões que resultaram em homicídios praticados pela facção.

Processo de transferência

Após captura boliviana, Angeliquinha foi encaminhada à Polícia Federal em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Conforme informes da Polícia Civil, ela passará por procedimentos legais envolvendo deliberação dos Judiciários de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul antes de ser transferida para a unidade penitenciária em Mato Grosso.

Cooperação internacional

A operação que resultou na captura contou com participação coordenada de múltiplos órgãos de segurança. Do lado brasileiro, atuaram a Polícia Civil de Mato Grosso, a Gerência de Combate ao Crime Organizado, a Draco e a Gerência Estadual de Polinter. A polícia boliviana também participou ativamente da ação.

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