- Pela Redação
- 29/05/2023
Operação internacional resulta na prisão da procurada
A polícia boliviana efetuou a prisão de Angélica Saraiva de Sá, 34 anos, conhecida como Angeliquinha, foragida desde agosto de 2025. Imagens captadas pela imprensa local registram o momento em que ela é conduzida por agentes de segurança pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra, em operação coordenada entre autoridades brasileiras e bolivianas.
As filmagens mostram a suspeita sendo escoltada por diversos policiais durante seu deslocamento até o local onde seria apresentada à imprensa em coletiva sobre segurança pública.
Procurada há 13 meses
Residente em Mato Grosso, Angeliquinha é investigada como uma das principais lideranças de organização criminosa que atua no extremo norte do estado. Suas condenações, quando somadas, ultrapassam 260 anos de cadeia, abrangendo homicídios, tráfico de entorpecentes e participação em atividades ilícitas organizadas.
A foragida fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, há mais de um ano, mantendo-se desaparecida até a operação desta semana.
Rastreamento por redes sociais
Durante o período em que permaneceu escondida no território boliviano, a procurada divulgava conteúdo em plataformas digitais que facilitou sua localização. Os vídeos mostravam momentos de lazer, festas e consumo de bebidas em Santa Cruz de la Sierra, fornecendo pistas cruciais para as autoridades.
Além disso, a criminosa submeteu-se a procedimentos cirúrgicos estéticos visando modificar seus traços físicos e impedir identificação. No ato da captura, portava documentação brasileira fraudulenta.
Atuação criminosa ativa
Conforme investigações da Polícia Civil, mesmo durante a fuga, Angeliquinha mantinha influência sobre operações ilícitas na região de Alta Floresta. Sua rede de atividades incluía movimentação de drogas, operações de extorsão e exploração criminosa em áreas de garimpo clandestino.
O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, responsável pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, aponta que a suspeita teria participado diretamente em decisões que resultaram em homicídios praticados pela facção.
Processo de transferência
Após captura boliviana, Angeliquinha foi encaminhada à Polícia Federal em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Conforme informes da Polícia Civil, ela passará por procedimentos legais envolvendo deliberação dos Judiciários de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul antes de ser transferida para a unidade penitenciária em Mato Grosso.
Cooperação internacional
A operação que resultou na captura contou com participação coordenada de múltiplos órgãos de segurança. Do lado brasileiro, atuaram a Polícia Civil de Mato Grosso, a Gerência de Combate ao Crime Organizado, a Draco e a Gerência Estadual de Polinter. A polícia boliviana também participou ativamente da ação.
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