- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação do rufandobombonews
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, realizada nesta quinta-feira (9), foi marcada por mais um bate-boca entre vereadores, reforçando o clima de tensão que tem se tornado frequente no Legislativo da capital.
A discussão envolveu os vereadores Demilson Nogueira e Maysa Leão. Apesar de ambos defenderem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades na Educação Municipal, eles divergem quanto ao alcance da apuração.
Maysa Leão defende uma CPI ampla, para investigar contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação desde o início da gestão do prefeito Abilio Brunini. Já Demilson Nogueira, vice-líder do prefeito na Câmara, propõe uma investigação restrita à compra de livros didáticos, caso que ganhou repercussão após denúncias envolvendo o ex-secretário de Educação, Amauri Monge.
Durante o debate, Maysa classificou como "patética" a proposta de limitar o escopo da investigação, afirmando que a medida serviria para blindar a atual gestão. Demilson reagiu imediatamente e respondeu que "patética" era a própria vereadora, dando início a uma troca de ofensas em plenário.
Após o embate, Maysa solicitou direito de resposta, mas a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), negou o pedido sob a justificativa de que a parlamentar não teve "a honra ferida". A decisão provocou a indignação da vereadora, que elevou o tom de voz, gritou no plenário e precisou ser contida por colegas, que intervieram para acalmar os ânimos.
O episódio reforça o ambiente de constantes confrontos na Câmara de Cuiabá, onde as sessões têm sido marcadas por discussões acaloradas e embates pessoais entre os parlamentares.
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