- Pela Redação
- 29/05/2023
Participantes do Programa Siminina, sediado na unidade Jardim Santa Isabel em Cuiabá, descobrem na música uma ferramenta poderosa para inclusão. As aulas conduzidas pela professora Maria Rosa de Andrade, conhecida como Tia Rosinha, combinam o aprendizado de Libras com técnicas de violão, criando um espaço onde linguagem, ritmo e expressão se encontram.
Nas sessões dedicadas à Língua Brasileira de Sinais, as participantes assimilam gestos fundamentais para a comunicação cotidiana: cumprimentos, demonstrações de gratidão e solicitações de permissão. O processo pedagógico incorpora canções infantis como "O Caderno", "Baleia" e "Patinho Colorido", transformando cada música em oportunidade de aprendizado prático através de abordagem lúdica e terapêutica.
Para Sophia Ester, dominar Libras representa ampliação significativa de suas possibilidades de interação social. Ela relata ter experimentado a língua previamente em evento comunitário dedicado à população surda, conseguindo estabelecer diálogos exitosos. Atualmente nas aulas do programa, já incorporou vocabulário como saudações, expressões de cortesia e sinais representativos de animais.
"Acho importante as pessoas também aprenderem Libras. Eu aprendi bater palmas assim", demonstrou Sophia, executando o gesto de forma expressiva com as mãos elevadas e dedos em movimento articulado junto à cabeça.
A formação em instrumento musical segue estrutura técnica progressiva. As alunas estudam elementos fundamentais como notas musicais e harmonias específicas, incluindo acordes maiores básicos, além de exercitações destinadas ao aperfeiçoamento instrumental. Esta abordagem reforça o compromisso institucional com acessibilidade em todas as dimensões pedagógicas.
Milena Gabriela, aspirante a carreira artística, descreve sua trajetória de evolução desde iniciante até desenvolver segurança performática. Seu progresso permitiu executar composições musicais utilizando múltiplas notas no instrumento. "Eu tenho um sonho de ser cantora, tocar violão, viajar pelo país pelas minhas músicas. Quando eu fazer sucesso vou falar: Foi lá no Siminina que eu comecei", compartilhou com entusiasmo.
Conforme relato de Tia Rosinha, a estratégia pedagógica concebe a música como instrumento privilegiado para aprendizagem e integração comunitária. As sessões exploram repertório de Música Popular Brasileira além de canções infantis contextualizadas ao ensino de Libras. "É muito gratificante mostrar para elas a grande importância da Libras e da inclusão. A música nos permite trabalhar a comunicação, a expressão e a convivência", ressaltou a educadora.
Vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, o Programa Siminina atende atualmente 1.402 meninas entre 6 e 14 anos em condição de vulnerabilidade distribuídas em 18 unidades localizadas na capital. Suas atividades englobam aulas de canto e Libras, sessões de balé, oficinas matemáticas, práticas físicas, rodas dialógicas e apresentações públicas, promovendo desenvolvimento integral de crianças e adolescentes no período contraturno das atividades escolares.
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