- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
O Governo de Mato Grosso prorrogou por mais 150 dias o contrato das obras do BRT (Bus Rapid Transit), alterando novamente o cronograma de execução do sistema. O aditivo foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (16) e impacta diretamente o trecho 1, que liga o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao Terminal André Maggi, na região do CPA, em Cuiabá.
Com a mudança, o prazo de vigência do contrato passa para 635 dias, com término previsto em 16 de fevereiro de 2027. Já o prazo de execução das obras foi ampliado para 510 dias, com conclusão estimada em 18 de novembro de 2026.
As obras do trecho 1 começaram em Várzea Grande em 2023 e, inicialmente, deveriam ser concluídas em julho de 2024. Em Cuiabá, os trabalhos tiveram início em janeiro de 2024, com previsão de entrega para fevereiro de 2025. Nesta semana, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) havia informado que o trecho seria entregue em dezembro deste ano, mas o novo aditivo amplia oficialmente o prazo.
Atualmente, a etapa mais avançada é a implantação do corredor exclusivo, cuja pavimentação está praticamente concluída e já foi liberada para o tráfego em diversos trechos. Ainda restam serviços complementares, como calçadas, paisagismo, iluminação pública, arborização e a construção da via de acesso ao futuro terminal de Várzea Grande.
Por outro lado, a implantação das 77 estações registra apenas 3,2% de execução física. Também seguem em estágio inicial as obras dos terminais de integração e do Centro de Controle Operacional (CCO), consideradas as etapas mais atrasadas do projeto.
O novo cronograma também afeta o trecho 2, que contempla o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, ligando a região do Coxipó ao Centro de Cuiabá. A expectativa inicial era iniciar e concluir essa etapa ainda em 2026, mas, com a prorrogação, a execução deverá ficar para a próxima gestão estadual.
Anunciado em 2021 como substituto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o BRT ainda não tem data definida para entrar em operação. Em audiência pública realizada nesta semana, o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, afirmou que os atrasos ocorreram em razão da estratégia adotada para minimizar os impactos das obras no trânsito e nas atividades comerciais.
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