Quatro dias na UTI/ Gabriel Novis Neves

Opinião



Opinião 

Os deuses determinaram que eu permanecesse quatro dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva.

Confesso-lhes: esta, não foi minha estreia. Já havia, por outras duas vezes, passado por lá. Graças a Deus, fui bem-sucedido.

Eita lugarzinho ruim para se submeter a tratamento! Uma cama estreita, nada confortável, mal permite que o paciente se volte para o outro lado.

Dormir cheio de monitores pelo tórax, braços e pernas, não é tarefa das mais agradáveis. Ainda mais sem a presença do travesseiro costumeiro. Ah, isso ninguém merece!

Acresça a luminosidade no quarto o tempo todo, com um entra e sai dos técnicos de laboratório de exames clínicos e de imagens.

Sem contar o ‘barulho’ irritante dos monitores e a presença contínua do pessoal da enfermagem e médicos.

As medicações se alteravam ao sabor do quadro evolutivo do paciente.

Ressalvo: foram quatro dias de ‘bons tratos’, sob os cuidados do corpo de enfermagem, muito competente sempre.

No dizer de meus filhos, cheguei ‘morto’ à UTI! Sim, bastante confuso, em septicemia, com pneumonia e infeção urinária.

Não lhes nego que cheguei a sonhar com o aniversário frustrado de meus 89 anos em julho.

Mais uma vez, a mão do Pai veio a meu encontro: obtive alta hospitalar na noite do quarto dia.

Vim com um “PIC” no braço esquerdo para terminar a sequência de dez dias do antibiótico.

Já as aplicações do antibiótico, com a sanilização do cateter, são realizadas pela enfermeira da ‘Help Vida’.

Passada a tempestade, vem a ‘bonança’. A meu sentir, ela se resume em estar de novo a postos, ocupando-me do que me faz sorrir o coração: escrever minha crônica.

Mesmo hospitalizado, não me furtei ao compromisso com os leitores. Que bom poder ‘tranquilizar’ meus amigos! Com saúde, tudo volta às boas!.

Gabriel Novis Neves é médico e ex-reitor da UFMT

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