- Pela Redação
- 29/05/2023
g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de 5 dias com o Irã.
Em post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram "conversas muito boas e produtivas" no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.
"Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio. Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento", declarou.
Pouco depois do post, o Irã negou conversas com EUA e disse que Trump recuou após ameaças de Teerã.
Segundo o site americano Axios, as negociações citadas por Donald Trump ao anunciar trégua com o Irã foram feitas por altos funcionários da Turquia, Egito e Paquistão com o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
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Trump durante encontro com a primeira-ministra do Japão na Casa Branca. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
A declaração ocorre um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar "completamente" o Estreito de Ormuz, e atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases americanas em toda a região do Golfo.
Foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito de Ormuz em até 48 horas. O prazo limite venceria por volta das 19h44, no horário de Brasília, desta segunda-feira.
Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerada uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana disse também que, em caso de ataque a essas instalações iranianas, eles irão:
* "destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana;
* considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA.
Antes da fala da Guarda Revolucionária, o governo iraniano já havia reagido por meio de outras autoridades à ameaça de Trump.
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Navio atravessa o Estreito de Ormuz em 19 de março de 2026 — Foto: AP
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse nas redes sociais que o país irá "destruir de forma irreversível" infraestruturas críticas e instalações de energia no Oriente Médio.
As Forças Armadas iranianas também afirmaram que o eventual indicado por Trump resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região serão alvo de uma eventual resposta de Teerã.
A reação menos inflamatória foi do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), a agência marítima da ONU. Ali Mousavi afirmou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos "inimigos do Irã" e que o Irã quer contribuir para a passagem segura das demais embarcações.
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