- Pela Redação
- 29/05/2023
O Globo
Embora não seja membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil pretende pedir para se pronunciar na reunião marcada para esta segunda-feira, em Nova York, que discutirá o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores.
A participação brasileira, por meio do embaixador brasileiro nas Nações Unidas, Sergio Danese, deve ocorrer com base na regra 37 do regulamento do órgão, que permite a manifestação de países não integrantes.
Segundo interlocutores a par do assunto, a ideia é reforçar a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No sábado, Lula condenou publicamente a ofensiva dos EUA. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro representam uma “afronta gravíssima” e ultrapassam uma “linha inaceitável”, ao violarem a soberania da Venezuela e princípios do direito internacional.
A reunião ocorre em meio à escalada da crise diplomática provocada pela ação militar americana em território venezuelano e pela detenção de Maduro, que foi levado aos Estados Unidos junto com sua esposa, Cila Flores, para responder a acusações de narcotráfico e outros crimes, segundo autoridades americanas.
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