- Pela Redação
- 29/05/2023
Com sinais visíveis de perturbação emocional, Veronica Costa, conhecida como a "Mãe Loira do Funk", compareceu à delegacia na noite de quinta-feira (24/9) fazendo críticas veementes ao sistema judiciário. Sentenciada em instância final a mais de uma década de cadeia acusada de torturar seu antigo companheiro, a gestora empresarial e ex-integrante da câmara municipal rejeitou qualquer vinculação com práticas criminosas.
O pronunciamento apaixonado ocorreu logo após sua apreensão em uma localidade de Petrópolis, localizada na Serra Fluminense, encerrando um período de evasão que mobilizou efetivos da corporação policial estadual.

"Aqui não existe bandida alguma, nem pessoa corrupta, nem criminosa", afirmou a artista de forma contundente, sustentando ser vítima de uma grave injustiça do poder judiciário. Durante seu relato apaixonado, mencionou o terror vivido durante o cumprimento da ordem de prisão, mencionando que recebeu ameaça de arma de fogo.
"Estou devastada, não consigo acreditar… Porém aqui não há bandida nenhuma, nem mulher desonesta. Aqui existe uma profissional que dedicou sua vida ao trabalho social e não deveria sofrer assim. Isso é uma injustiça", declarou aos profissionais de imprensa presentes, reitando que a sentença que resultou em sua encarceração é totalmente infundada.

Inicialmente, os policiais compareceram à residência luxuosa dela na Barra da Tijuca, mas não a localizaram ali, motivo pelo qual ela foi inscrita como procurada pela lei. Segundo informações da CNN Brasil, os integrantes da Polinter relatam que a fuga teve características cinematográficas: para burlar as operações policiais, a ex-vereadora trocou de automóvel em quatro ocasiões distintas até se refugiar no Vale das Videiras.
A causa judicial que determinou o destino da artista funk se desdobrava no sistema judiciário desde 2011. Naquele período, seu esposo da época, Márcio Costa, apresentou denúncia de ter sofrido tortura por aproximadamente vinte horas, que incluiu aprisionamento, golpes repetidos e intimidação com combustível e produtos químicos.

A mesma operação responsável pela prisão da intérprete na quinta-feira também resultou na detenção de seus irmãos, Bruno e Tatiane, além de seu marido Bruno Marcelo, todos igualmente condenados pelo delito em questão. O padrasto da célebre funkeira, Sebastião de Oliveira Evangelista, conseguiu se esquivar da ação e permanece sendo alvo de buscas.
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