- Pela Redação
- 29/05/2023
A icônica série que conquistou gerações de espectadores retorna com uma proposta inovadora que promete entreter e provocar reflexão no público. Em "Se Eu Fosse Você 3", o personagem Cláudio (Tony Ramos) cede espaço para que a próxima geração vivencie o fenômeno da troca de corpos, enquanto navega os desafios da vida madura ao lado de Helena (Glória Pires).
Na coletiva de imprensa anterior ao lançamento, o veterano ator concedeu entrevista exclusiva à jornalista Fernanda Siccherolli, do portal LeoDias, revelando detalhes sobre os novos rumos da trama. Vinte anos após os transtornos que consolidaram o casal no imaginário popular, a narrativa agora concentra-se na vida adulta da filha Bia (Cleo).
"Ele fica preocupado, porém a mãe orienta a filha: 'Vocês vão precisar resolver isso do jeito que nós dois fizemos'. Esse é verdadeiramente o ponto de reflexão do filme", explicou Ramos. O intérprete também trouxe à tona o núcleo que transformou a franquia em fenômeno de público.
"O que torna essa comédia tão bem-sucedida? É fundamental que o homem compreenda a experiência da mulher e vice-versa, reduzindo a competição, a injustiça e a violência de gênero, certo? Trata-se de refletir sobre nossos papéis sociais com genuinidade e compaixão".
O ator enfatizou que a decisão de não repetir o mecanismo de permuta corporal entre o casal original foi fundamental para demonstrar a evolução da história de forma autêntica. "Se fosse apenas mais um filme com nossa troca de corpos, seria divertido, sem dúvida, mas buscávamos algo mais profundo que evidenciasse o crescimento familiar, com uma neta praticamente adulta, não é verdade? Então, como apresentar isso de modo leve, sem perder a reflexão apesar do tom cômico", ressaltou.
Um aspecto curioso dos bastidores envolve a metodologia de preparação dos intérpretes. Ao contrário das duas produções antecedentes, que demandaram intensivos laboratórios para que os atores assimilassem os maneirismos alheios, o trabalho criativo desta terceira produção transcorreu de forma diversa sob a condução da diretora Anita, que atuou como assistente de Daniel Filho nos êxitos anteriores e agora assume a direção geral.
"O trabalho se concentrou em leitura dramatizada, realizamos várias delas", revelou Tony. "Tivemos leituras contínuas, diálogos sobre o roteiro, definição de abordagens, identificação de onde o humor poderia emergir, em que momentos precisaria aparecer… Contudo, não havia interesse em ensaios onde uns observassem os outros. O texto continha tudo que necessitávamos", finalizou o artista.
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