- Pela Redação
- 29/05/2023
A paralisação dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos iniciada na madrugada desta terça-feira (4/8) causou significativas alterações no deslocamento urbano e no fluxo veicular de São Paulo. A ação trabalhista, com duração indeterminada, compromete as operações das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o serviço de transporte para o Aeroporto.
Como estratégia de mitigação dos impactos, a administração municipal suspendeu completamente o rodízio de automóveis. Dessa forma, veículos com placas finalizadas em números 3 e 4, que normalmente estariam impedidos de trafegar na região central ampliada entre 7h e 10h, e entre 17h e 20h, obtiveram liberação total para circulação.
As restrições relativas a caminhões e faixas exclusivas de ônibus permaneceram em vigor. Estes dois tipos de limitações ao trânsito continuam aplicáveis, mantendo as normas de máxima restrição de carga e a exclusividade dos corredores de transporte coletivo.
Os efeitos da paralisação concentram-se principalmente na Zona Leste de São Paulo e nas cidades periféricas como Guarulhos, Poá, Suzano e Mogi das Cruzes. Conforme informações da CPTM, o contingente diário de usuários afetado ultrapassa 850 mil passageiros nos três ramais paralisados.
Segundo o comunicado oficial, apenas a Linha 13-Jade teve sua circulação totalmente interrompida, enquanto as linhas 11-Coral e 12-Safira mantiveram operação limitada. Os demais ramais, entre eles 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, operados por empresas concessionárias, continuaram com suas atividades normais. Os sistemas do Metrô e do Monotrilho não foram impactados.
O movimento foi validado em encontro assembleia convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. Os servidores expressam oposição à concessão dos três ramais ao setor privado e demandam confirmação escrita sobre a preservação dos postos de trabalho quando a operação for transferida para a empresa TriviaTrens.
Os três ramais foram anteriormente transferidos para gestão privada, porém situações adversas registradas nos estágios iniciais da mudança motivaram a Secretaria de Transportes Estadual e a Artesp a restaurar temporariamente a operação para a CPTM.
Dentre as adversidades enfrentadas está um episódio de combustão em uma composição próxima à Estação Bresser-Mooca em 23 de julho, que ocasionou cancelamento de viagens e incômodo generalizado aos usuarios. Subsequentemente, o governo determinou que a CPTM permaneceria conduzindo as operações por um período de três meses.
O governo estadual e a instituição expressaram pesar pela decisão dos trabalhadores e confirmaram a ativação de planos alternativos de mobilidade. A gestão também reafirmou ter oferecido alternativas de inclusão laboral, como realocação para outras entidades governamentais e preservação do pacote de benefícios sociais.
Previamente ao início da paralisação, a CPTM solicitou intervenção ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. A corte estabeleceu que a entidade sindical garanta 80% de seus membros durante períodos de pico de demanda e 60% nos horários de menor movimento. A violação desta determinação acarretará penalidade financeira diária de R$ 400 mil.
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