- Pela Redação
- 29/05/2023
Uma reclusa conseguiu sobreviver a uma tentativa de execução capital no estado do Tennessee, localizado nos Estados Unidos, onde a pena capital continua sendo uma sentença legal. Christa Pike, que cumpre condenação pela morte de uma colega durante sua juventude e está encarcerada há mais de três décadas, foi submetida ao procedimento de injeção letal em uma penitenciária de segurança máxima situado em Nashville. Após o insucesso da aplicação ocorrido na quarta-feira do fim de setembro, ela foi levada para receber atendimento em unidade médica.
Em nota oficial, o Departamento de Correção do Tennessee declarou: "Os compostos químicos empregados na execução por injeção letal seguem o protocolo estabelecido e demonstraram ser consistentemente letais. O regulamento não contempla aplicações adicionais além das realizadas na noite dos fatos. Christa Pike foi transferida para instalação médica especializada".

A situação gerou incerteza quanto aos próximos procedimentos e deixou dúvidas sobre o estado geral de saúde da ré. Trata-se do primeiro episódio envolvendo a execução de uma mulher no estado do Tennessee em período superior a duas décadas. Na jurisdição estadual mencionada, além do método químico, também está autorizada a utilização de cadeira elétrica para cumprimento de sentenças capitais.
O chefe do executivo estadual, Bill Lee, determinou a abertura de uma investigação imparcial acerca dos acontecimentos e estabeleceu moratória nas execuções até dezembro de 2026.
Ao longo dos anos, os advogados da defesa de Christa Pike apresentaram diversos recursos visando à comutação de sua sentença capital, fundamentando-se em traumas resultantes de abuso sexual sofrido durante a infância. Entretanto, todos os pedidos foram rejeitados pelas instâncias judiciais competentes.
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