- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
O Tribunal do Júri da Comarca de Nova Mutum concluiu, nesta sexta-feira (23), o julgamento de Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados pelo assassinato da produtora rural Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024. Após cerca de 16 horas de julgamento, o Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidiu pela condenação dos réus.
Os jurados reconheceram a prática do crime de homicídio, com incidência das qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, agravantes que reforçaram a gravidade do crime analisado pelo Júri.
Penas máximas aplicadas
Ao final da sessão, a juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski fixou as penas. Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido da vítima, recebeu pena de 30 anos de prisão, também em regime fechado, pelo crime de feminicídio.
No que se refere ao feminicídio, ambos receberam a pena máxima prevista pela legislação brasileira, evidenciando o entendimento do Judiciário quanto à extrema violência e reprovabilidade do crime.
“A Justiça foi efetivada”, diz pai da vítima
Após a leitura da sentença, o deputado estadual Gilberto Cattani, pai de Raquel, manifestou-se sobre o desfecho do julgamento. Segundo ele, a condenação não apaga a dor da perda, mas traz a sensação de que houve resposta do Estado.
“O que mais nos conforta não é ver eles nessa posição, mas sim ver a ação da Justiça sendo efetivada como foi aqui, desde a senhora juíza, assim como todos os demais membros que participaram, que foram espetaculares em suas funções”, declarou.
O julgamento encerra um dos casos mais marcantes e acompanhados da região, reforçando a atuação do Tribunal do Júri no enfrentamento à violência contra a mulher e à impunidade.
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