- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
A coleta de lixo em Várzea Grande segue marcada por incertezas e decisões judiciais conflitantes, se transformando em uma verdadeira novela para a população. Após o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, autorizar a Prefeitura a romper o contrato com a empresa responsável pelo serviço, a Locar Saneamento Ambiental, na última sexta-feira (9), uma nova decisão judicial determinou, neste domingo (11), que a mesma empresa volte a realizar a coleta no município.
Diante da nova determinação, a prefeita Flávia Moretti afirmou que irá recorrer da decisão. Segundo ela, neste domingo foi revogada a decisão que havia cassado a liminar, o que levou o Município a preparar novo recurso judicial para tentar restabelecer o contrato emergencial firmado pela Prefeitura.
“Hoje, domingo, foi revogada a decisão que caçou a liminar e agora nós vamos recorrer, com certeza. Amanhã, provavelmente, o procurador deverá interpor os recursos devidos para que a gente realmente restabeleça o contrato emergencial que nós fizemos”, declarou a prefeita.
Sobre os impactos diretos para a população, Flávia Moretti reconheceu que o cenário ainda é instável. “Se hoje é a Locar que tem que coletar o lixo, ela tem que coletar. Se amanhã for outra empresa, será outra empresa. Pode haver prejuízo à população, independentemente de quem esteja realizando a coleta, mas a empresa que estiver responsável tem que trabalhar”, ressaltou.
A prefeita também afirmou que a Prefeitura está intensificando a fiscalização do serviço. De acordo com ela, equipes acompanham diariamente a operação, fiscalizando veículos, volumes coletados e a cobertura dos bairros. Flávia pediu ainda o apoio da população para denunciar falhas. “Cada vez que a população me marca onde o lixo não foi coletado, eu mando os fiscais registrarem para que possamos multar a empresa e exigir que ela passe naquele local”, explicou.
Flávia Moretti destacou que o principal objetivo do Município é garantir segurança jurídica e a continuidade do serviço. “Hoje nós temos um contrato emergencial válido no município. O contrato da Locar está vencido, ela não tem mais contrato. Por isso vamos recorrer para manter o contrato emergencial, que foi devidamente efetivado”, concluiu.
Enquanto o impasse judicial continua, a coleta de lixo em Várzea Grande segue dependendo das decisões da Justiça, mantendo a população em estado de alerta quanto à regularidade do serviço.
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