- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação do rufandobombonews
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, voltou a defender o modelo de gestão adotado durante os quase oito anos de parceria com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e criticou o que chamou de “loteamento” da máquina pública entre políticos.
Em entrevista ao podcast do site Mídia News, Pivetta afirmou que o Estado não pode voltar ao modelo de gestão que, segundo ele, era marcado por interferências políticas, escândalos e má administração.
“Nós não vamos entregar o Estado para ser destroçado do jeito que já esteve no passado”, declarou.
O governador também fez uma crítica indireta a políticos com trajetória no Legislativo e questionou o interesse de parlamentares em controlar estruturas do Executivo.
“Qual é o interesse de um político do Legislativo ser dono de executivos dentro do governo?”, questionou.
Pivetta afirmou que ele e Mauro Mendes acabaram com o modelo de distribuição política de secretarias em Mato Grosso e disse que a maior parte dos integrantes do primeiro escalão foi escolhida por critérios técnicos.
“Esse modelo de loteamento do Estado, que nós acabamos aqui no Mato Grosso, Mauro e eu, nós acabamos isso”, afirmou.
Segundo Pivetta, a permanência de secretários durante praticamente todo o ciclo de oito anos seria uma demonstração de estabilidade administrativa. Ele destacou que os secretários que não deixaram os cargos para disputar as eleições permanecem na equipe desde o início da gestão.
“Nunca antes aconteceu isso. Era meio ano, seis meses, estourava escândalo, prisão para cá, prisão para lá. Era só anarquia. Nós acabamos com isso”, disse.
Na avaliação do governador, administrar o Estado exige escolher uma equipe técnica e garantir autonomia para que os secretários sigam as diretrizes estabelecidas pelo governo, sem interferência política.
“Governar é isso: é escolher bem a equipe e escorar essa equipe para que siga o caminho que o governo definiu, sem titubear, sem interferência política”, afirmou.
Pivetta concluiu dizendo que governos que cedem secretarias para atender interesses de deputados e senadores tendem a repetir os problemas que, segundo ele, ainda dificultam o funcionamento da administração pública brasileira.
0 Comentários
Faça um comentário