- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
O deputado federal José Medeiros (PL) levantou dúvidas sobre a real prioridade do partido em Mato Grosso ao questionar a possível candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo do Estado. Segundo Medeiros, a estratégia nacional da sigla deveria estar concentrada na eleição de senadores alinhados com a pauta do partido, especialmente com vistas a um eventual processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o parlamentar, há uma contradição no movimento político. “Se o Senado é prioridade, por que o senador Wellington vai disputar o governo?”, indagou, afirmando já ter levado essa preocupação ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto.
Medeiros também criticou a pré-candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado, destacando que, na avaliação dele, a parlamentar não teria compromisso com pautas defendidas pelo PL, como o impeachment de ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes. “Nós queremos eleger pessoas que tenham coragem de votar o impeachment. Eu não vejo essa disposição nela”, afirmou. Janaina é nora de Wellington Fagundes, o que adiciona um componente familiar ao cenário político.
O deputado também avaliou que há uma fragmentação da direita em Mato Grosso, o que pode enfraquecer o grupo nas eleições. Ele citou o governador Mauro Mendes como um aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas destacou que, mesmo assim, diferentes projetos políticos estão em disputa dentro do mesmo campo ideológico.
Para Medeiros, o ideal seria uma unificação em torno de candidaturas fortes, especialmente ao Senado. “Se todos seguem o presidente Bolsonaro como líder, deveriam acompanhar esse entendimento de priorizar o Senado”, disse.
Por fim, o parlamentar reconheceu que o fortalecimento do PL no Estado, com a eleição de prefeitos em diversas cidades, acabou estimulando novas candidaturas dentro do próprio partido, como a do senador Wellington Fagundes, o que, na visão dele, pode acabar prejudicando o projeto maior da sigla. “As construções partidárias nem sempre seguem uma lógica única. Isso acabou gerando um cenário que pode enfraquecer o objetivo principal, que é fortalecer o Senado”, concluiu.
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