- Pela Redação
- 29/05/2023
O Globo
A décima eleição presidencial após a redemocratização chega ao fim hoje e um resultado histórico sairá das urnas logo mais. Se o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer a disputa, consolidará um inédito poder no período da Nova República em torno de uma única família, um ano depois da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro — neste caso, ele se juntaria no ano que vem à madrasta Michelle e o irmão Carlos, eleitos para o Senado, e a Jair Renan, novo deputado federal. Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar na sua última campanha, pela primeira vez um candidato sairá do primeiro turno atrás do oponente e virará a corrida eleitoral. O petista exerceria o quarto mandato, podendo chegar a 16 anos no Planalto, dois a menos que Getúlio Vargas, o presidente mais longevo no cargo no período republicano (1930-1945 e 1951-1954).
As pesquisas divulgadas na noite de ontem permanecem deixando o cenário indefinido — uma marca desde o início da campanha —, mas com ligeira vantagem para Flávio. Quaest e Datafolha apontaram o senador com 51% das intenções de votos válidos contra 49% de Lula, um empate técnico na margem de erro.
Caso confirmado, o resultado será semelhante ao de 2022, só que com sinais trocados. Na última eleição, o petista foi eleito com 50,9% dos votos válidos contra 49,1% de Jair Bolsonaro.
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