- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação do rufandobombonews
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que por mais de uma década simbolizou desperdício de recursos públicos, atrasos e suspeitas de corrupção em Mato Grosso, ganhou um novo capítulo — e um contraste difícil de ignorar.
O projeto teve início no governo de Silval Barbosa (2010–2014), com a proposta de modernizar a mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, as obras rapidamente se tornaram alvo de problemas, incluindo contratos questionados, atrasos e denúncias.
Na gestão de Pedro Taques (2015–2018), o VLT foi judicializado, travando ainda mais o andamento do projeto e aprofundando o impasse jurídico e administrativo que já cercava a obra.
Já no período do governador Mauro Mendes (2019–2026), o governo optou por encerrar definitivamente o projeto. A solução encontrada foi a venda dos vagões e parte da estrutura ao Governo da Bahia, colocando fim a um ciclo marcado por frustração em Mato Grosso.
Implantado para atender Cuiabá e Várzea Grande, o VLT acumulou, ao longo de 13 anos, obras inacabadas e prejuízos milionários, tornando-se um dos maiores exemplos de má gestão em infraestrutura no estado.
Na Bahia, porém, o cenário começou a ser diferente. Com planejamento, retomada das obras e uma nova condução administrativa, o sistema saiu do papel e entrou em operação, passando a atender a população.
A comparação inevitável levanta uma pergunta: o problema estava no modal ou na forma como ele foi conduzido em Mato Grosso?
Enquanto na Bahia o VLT passa a representar avanço na mobilidade urbana, em Cuiabá ele permanece como lembrança de um projeto que consumiu milhões e não cumpriu sua promessa — um contraste que reforça a importância da gestão pública eficiente na execução de grandes obras.
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