UPAs de Cuiabá atingem marca de três dias sem represamento de pacientes em salas de medicação

Rede de urgência mantém 55 leitos disponíveis e demonstra eficiência na gestão de fluxos hospitalares.



A administração municipal de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde, comunica que as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade completaram três dias seguidos sem acúmulo de pacientes nas salas de medicação aguardando transferência para enfermarias.

As unidades de Morada do Ouro (Norte), Leblon (Leste), Verdão (Oeste) e Pascoal Ramos (Sul) mantêm suas salas de medicação operacionais sem pacientes em espera por leitos hospitalares, representando um indicador positivo na fluidez do atendimento de emergência.

No mesmo período, a estrutura de urgência e emergência municipal dispõe de 55 leitos vagos destinados a enfermarias clínicas, setor pediátrico e boxes de atendimento de emergência. Este desempenho ocorre durante a estação seca, quando naturalmente aumenta a demanda por cuidados relacionados a afecções respiratórias e outras complicações clínicas.

A conquista resulta de articulação colaborativa entre equipes da Atenção Secundária, administradores das UPAs, hospitais municipais e Central de Regulação Estadual, que trabalham conjuntamente para otimizar procedimentos de transferência e garantir assistência apropriada aos pacientes.

A estratégia integrada envolveu comunicação constante entre responsáveis das UPAs, Hospital São Benedito, Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital e Pronto-Socorro Municipal e órgão estadual de regulação, permitindo maior rapidez nas transferências e aproveitamento máximo da capacidade de leitos.

Deisi Bocalon, secretária de Saúde do município, enfatiza que o desempenho reflete a relevância do planejamento estratégico e do monitoramento sistemático das operações. Segundo ela, o trabalho conjunto das equipes de saúde possibilita acompanhamento diário da taxa de ocupação e organização de fluxos para assegurar atendimento de qualidade, seguro e eficiente. A redução de pacientes internados nas salas de medicação das UPAs configura avanço significativo para o sistema de urgência e emergência local.

Odair Mendonça, secretário adjunto de Atenção Secundária, explica que mesmo com elevada ocupação dos leitos de enfermaria hospitalar, a colaboração entre instituições permite a rotatividade necessária para impedir permanência prolongada de pacientes nas unidades de pronto atendimento. Destaca que três dias consecutivos com salas de medicação vazias, associados a 55 vagas disponíveis em leitos clínicos, pediatria e boxes de emergência, demonstram efetividade operacional apesar da alta ocupação hospitalar.

De acordo com Mendonça, a ocupação média atual é de três pacientes por box de emergência, indicador mais favorável quando comparado aos períodos recentes. A ação colaborativa prosseguirá nos próximos dias, com comunicação atualizada sobre altas hospitalares e liberação imediata das vagas para pacientes das UPAs.

Os responsáveis pelas unidades continuam focados em minimizar o tempo de permanência de pacientes nas unidades de pronto atendimento e incrementar a eficiência operacional de toda a rede municipal de saúde.

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