- Pela Redação
- 29/05/2023
Mato Grosso vivencia um período crítico no combate aos incêndios florestais. Durante os dez primeiros dias de agosto, o estado identificou 582 focos de calor, representando um aumento expressivo de 109,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 278 registros. Conforme dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso lidera tanto em número de incêndios no mês quanto no acumulado do ano.
A situação agravou-se nos dias 6 e 8 de agosto, quando os satélites detectaram respectivamente 137 e 129 focos. No dia 5 foram registrados 76 focos, enquanto no dia 10, 63 incêndios foram identificados. Entre os estados mais afetados neste início de mês, Mato Grosso é seguido pelo Pará com 558 focos, Maranhão com 397, Tocantins com 335 e Minas Gerais com 317.
Um dos incêndios que mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros teve início no domingo (9) em Rondonópolis, localizada a 212 quilômetros ao sul de Cuiabá, em uma área sob responsabilidade do Exército. Apesar de estar controlado, o fogo ainda não havia sido totalmente extinto. Investigações apontam possível participação humana, com imagens de segurança mostrando um indivíduo ateando fogo em vegetação próxima. As circunstâncias continuam sendo analisadas pelas autoridades.
O cenário estadual reflete um panorama mais abrangente quando considerado o período acumulado de 2026. De 1º de janeiro até 10 de agosto, Mato Grosso registrou 4.326 focos de calor, consolidando-se como o estado com maior número de incêndios no país. Tocantins ocupa a segunda posição com 4.109 focos, seguido por Bahia com 3.254, Maranhão com 3.105 e Pará com 3.090 registros.
O aumento dos focos coincide com a intensificação da estiagem em Mato Grosso, caracterizada pela redução significativa das chuvas, elevação das temperaturas e queda nos índices de umidade do ar. Nestas condições climáticas adversas, a vegetação ressecada oferece ambiente propício para a propagação acelerada do fogo, elevando substancialmente os riscos de incêndios florestais descontrolados.
No contexto municipal, a situação também apresenta números preocupantes. Nos dez primeiros dias de agosto, Nova Santa Helena registrou 62 focos de calor, ocupando a terceira posição entre os municípios brasileiros monitorados pelo Inpe. Paranatinga contabilizou 58 registros, Nova Nazaré com 57 e Colniza com 44 focos. Em âmbito nacional, Lagoa da Confusão em Tocantins liderou com 107 focos, enquanto Itaituba no Pará acompanhou com 95 registros.
Quando observado o acumulado de 2026 até o dia 10 de agosto, Paranatinga emerge como o município mato-grossense mais afetado, com 319 focos de calor. Marcelândia segue com 243 registros, Tangará da Serra com 199 e Nova Maringá com 195 focos acumulados.
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