Juliana Palhares explica ação contra ambulantes no Centro de Cuiabá

Ação da ordem pública



Márcio Eça do rufandobombonews 

A secretária municipal de Ordem Pública de Cuiabá, Juliana Palhares, explicou os motivos da ação que gerou polêmica durante a retirada de vendedores ambulantes das calçadas da região central da cidade, realizada na última quinta-feira (15). Segundo ela, a medida teve como objetivo principal garantir a livre circulação de pedestres no passeio público.

De acordo com Juliana Palhares, as calçadas não podem ser obstruídas, independentemente de a ocupação ser feita por ambulantes ou por lojistas. “O passeio público precisa estar livre para circulação. Não se pode obstruir calçada, tem que deixar o espaço livre”, enfatizou. A secretária afirmou ainda que, após a primeira retirada dos comerciantes, a região ficou mais organizada, limpa e visualmente mais agradável.

A gestora explicou que houve um acordo inicial, mas que ele foi descumprido. Durante o período do Natal, a fiscalização foi flexibilizada para possibilitar oportunidades de renda aos trabalhadores informais. No entanto, a vigilância voltou a ser reforçada em janeiro. “Desde o dia 10 de janeiro estamos avisando essas pessoas, dialogando, conversando, com os fiscais indo pessoalmente ao Centro para informar que haveria repressão caso as calçadas continuassem sendo obstruídas”, disse.

Segundo Juliana, muitos ambulantes não acreditaram que a Prefeitura adotaria uma postura mais incisiva, o que acabou ocorrendo na quinta-feira. Ela reconheceu que as cenas da operação causam impacto e preocupação. “Não nos agrada, não traz felicidade. Ninguém gosta de ver uma comerciante tentando segurar o fruto do seu trabalho. Isso é algo que nos preocupa muito”, afirmou.

Por fim, a secretária ressaltou que a insistência no descumprimento das regras exige uma resposta do poder público e defendeu a necessidade de consciência coletiva. “Temos que encerrar essa ruptura. A regra vale para a região central e para qualquer outra atividade. A organização da cidade depende do respeito ao espaço público”, concluiu.

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