- Pela Redação
- 29/05/2023
O segundo levantamento epidemiológico realizado pela Secretaria Municipal de Saúde entre 26 e 29 de maio identificou uma realidade preocupante: enquanto o índice geral de infestação de Cuiabá apresenta uma ligeira melhora, sete das 27 regiões mapeadas ainda enfrentam situação crítica com alto risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti.
De acordo com o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, a capital foi classificada em médio risco geral, com Índice de Infestação Predial (IIP) de 3,4%. Contudo, esse resultado mascara disparidades significativas: enquanto apenas duas regiões apresentam risco baixo, 18 estão em nível médio e sete continuam em situação de alto risco, representando 25,9% dos estratos analisados.
A investigação minuciosa de 10.929 imóveis distribuídos pelos 27 estratos do município revelou que a região Norte concentra o pior cenário. O Estrato 26, que engloba Nova Canaã, Residencial Paraná, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama, Altos da Glória e 1º de Março, atingiu IIP de 7%. Na sequência, o Estrato 2 da região Sul, abrangendo Osmar Cabral, São Francisco, Jardim Passaredo, Lagoa Azul, Primor das Torres e Parque Mariana, apresentou infestação de 6,4%.
A região Leste também figura entre as áreas críticas. O Estrato 10, que abrange Dom Aquino, Poção, Bandeirantes, Jardim Paulista e Lixeira, registrou índice de 5,9%, evidenciando a disseminação do vetor em diferentes pontos da cidade.
A análise dos focos de infestação aponta para causas específicas e controláveis. Os recipientes com água ao nível do solo, como barris e caixas dágua baixas, foram responsáveis por 36,9% dos criadouros descobertos. O lixo urbano respondeu por 27,6% dos casos, enquanto depósitos móveis, incluindo vasos de plantas, pratinhos e bebedouros, contribuíram com 21% das infestações. Essa distribuição demonstra a importância da responsabilidade coletiva no combate ao mosquito.
Apesar da melhora observada em relação ao primeiro levantamento do ano, quando Cuiabá estava classificada em alto risco, a persistência da infestação em diversos bairros exige manutenção e intensificação das ações de vigilância. As regiões da Guia e Sucuri apresentaram os melhores indicadores, com índice inferior a 1% e classificação de baixo risco.
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