- Pela Redação
- 29/05/2023
Durante o primeiro semestre de 2024, Mato Grosso registrou 19,6 gigawatt-hora (GWh) de energia desviada da rede de distribuição, resultado de furtos e irregularidades no sistema elétrico. Este volume de consumo não faturado equivaleria ao abastecimento de aproximadamente 90 mil residências durante um mês inteiro, o suficiente para suprir uma cidade completa conforme os padrões de consumo do Centro-Oeste brasileiro.

As estimativas de energia não registrada são calculadas por meio de metodologia técnica rigorosa: quando uma irregularidade é identificada, os técnicos da concessionária realizam avaliações baseadas em critérios específicos como a tipologia da ligação irregular, a potência instalada no local e o período estimado de existência da fraude. Este processo permite quantificar com precisão o impacto das práticas ilegais na rede.
Além do prejuízo financeiro, as ligações clandestinas representam perigos reais para a população. Instalações fraudulentas carecem de projetos e padrões técnicos adequados, criando cenários propícios para descargas elétricas, propagação de incêndios e interrupções no fornecimento que afetam não apenas o imóvel irregular, mas toda a vizinhança. Por essa razão, cada caso exige ações contínuas de normalização, inspeção e vigilância na infraestrutura elétrica.
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