- Pela Redação
- 29/05/2023
O traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, foi removido da unidade de Bangu 1 e colocado em regime de isolamento enquanto aguarda sua transferência para um presídio federal, após ter deixado o sistema penitenciário federal em dezembro do ano anterior.

Aliado do ex-deputado TH Joias, Índio foi capturado em setembro do ano passado na mesma operação que resultou na prisão do ex-parlamentar.

De acordo com investigações da Polícia Federal (PF), o criminoso é um dos principais chefes do Comando Vermelho (CV) e funcionava como intermediário entre a organização criminosa e TH Joias. Ele é identificado como o "tesoureiro" da facção.

Arte/Metrópoles
Um documento do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) indica que Índio mantém estreita relação com Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, reconhecido como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, comandante da facção no Complexo do Alemão e desaparecido há aproximadamente 15 anos.
Conforme informações obtidas pela coluna, quando retornou ao sistema prisional do estado do Rio, Índio foi inicialmente alocado em uma penitenciária destinada a presidiários sem vínculo com organizações criminosas. Contudo, entre janeiro e maio deste ano, foi deslocado por três vezes entre diferentes estabelecimentos penais estaduais, com intervalos que duraram apenas poucas horas em certas ocasiões. Anteriormente, permanecia na Penitenciária Federal de Catanduvas, localizada no Paraná.
Para o Ministério Público, essa série de realocações diverge do procedimento ordinário adotado pela gestão penitenciária e gera questionamentos sobre irregularidades envolvendo agentes penais.
A unidade prisional para a qual será transferido não foi revelada pelos investigadores. O sigilo é mantido por medidas de segurança, objetivando resguardar a operação e prevenir represálias.
Índio é alvo de investigações relacionadas a tráfico internacional de armamentos e, conforme as apurações, contava com um grupo de policiais militares encarregados de sua proteção pessoal e da infraestrutura da organização criminosa.
Como divulgado anteriormente pela coluna de Mirelle Pinheiro do Metrópoles, a esposa do criminoso, Fernanda Ferreira Castro, foi designada para trabalhar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por indicação de TH Joias, oferecendo suporte institucional à família do traficante e consolidando os laços com a hierarquia do CV.
Gravações analisadas pela Polícia Federal demonstram a conexão entre TH Joias e o traficante. Em uma das conversas, registrada em julho de 2024, TH responde a uma solicitação de Índio, reconhecido como um dos chefes da facção no Complexo do Alemão: "Seu pedido é uma ordem. Eu trabalho pra você."
Segundo a PF, após assumir seu cargo na Alerj, TH participou de encontros com criminosos e intercedeu em benefício da organização.
Em um outro diálogo, teria solicitado que um Pix fosse transferido a Pezão, considerado pelas investigações como o líder atual do Comando Vermelho na região do Complexo do Alemão.
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