- Pela Redação
- 29/05/2023
O senador Sérgio Moro, filiado ao PL, conquistou a vitória nas urnas neste domingo (4) para governar o estado do Paraná durante os próximos quatro anos, conforme confirmado pela apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Moro obteve a maioria absoluta entre os votos válidos, consolidando sua eleição no primeiro turno, sem a necessidade de uma disputa em segundo turno. Edson Vasconcelos, presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), integra a chapa eleita como vice-governador da coligação do PL.

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Já na condição de vencedor, Moro manifestou seus compromissos políticos em encontro com apoiadores: "Vamos trabalhar, inclusive na eleição presidencial, para derrotar o Lula e afastá-lo permanentemente do poder", declarou o político ao aguardar a consolidação dos resultados.
O senador relacionou seu sucesso nas urnas ao desempenho de Flávio Bolsonaro, que seguirá para o segundo turno da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O Paraná envia uma mensagem clara com uma votação expressiva em apoio a Flávio Bolsonaro", completou Moro em seu discurso.
Durante suas falas, Moro também reconheceu a eleição de Filipe Barros e Deltan Dallagnol para o cargo de senadores do estado do Paraná.
A cerimônia de posse do novo governador e vice-governador está prevista para 6 de janeiro de 2027. Moro deixará sua cadeira no Senado Federal para ocupar, pela primeira vez, um cargo no Poder Executivo por meio da votação popular.
Sergio Fernandi Moro veio ao mundo em Maringá no dia 1º de agosto de 1972. Formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá e prosseguiu seus estudos com cursos de mestrado e doutorado em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná.
Iniciou sua carreira na magistratura federal em 1996. Atuando em Curitiba, concentrou seus esforços em processos envolvendo lavagem de dinheiro e crimes relacionados ao sistema financeiro, além de auxiliar a ministra Rosa Weber em julgamentos do caso mensalão no Supremo Tribunal Federal.
A projeção nacional de Moro intensificou-se a partir de 2014, quando presidiu em primeira instância as ações da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. Abandonou a carreira na magistratura no final de 2018 para integrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.
Permaneceu à frente da pasta ministerial entre janeiro de 2019 e abril de 2020, quando solicitou sua saída. Subsequentemente, passou pela iniciativa privada antes de filiar-se ao Podemos em 2021, quando também lançou candidatura à Presidência. Em 2022, migrou para o União Brasil, desistiu da campanha presidencial e conquistou uma cadeira no Senado pelo estado do Paraná.
Em março de 2026, transferiu-se para o PL a fim de disputar o governo do estado. Sua candidatura ao Palácio Iguaçu contou com Edson Vasconcelos como vice e recebeu suporte de legendas como Novo, Podemos e Democracia Cristã.
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