- Pela Redação
- 29/05/2023
O Globo
Homem de confiança de Domingos Brazão, ex-assessor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Robson Calixto da Fonseca, o Peixe, construiu ao longo dos anos uma trajetória que misturou atuação política e ligações com a milícia. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a nove anos de prisão por integrar a organização criminosa envolvida no caso Marielle Franco, ele aparece agora em outra investigação da Polícia Federal. Peixe intermediou, segundo a PF, recursos de uma emenda parlamentar de R$ 200 mil do senador Flávio Bolsonaro (PL) destinada a uma ONG investigada por suspeitas de desvio de dinheiro público, como antecipou o blog da Malu Gaspar.
O beneficiário foi o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), que recebeu, além da verba indicada por Flávio, R$ 300 mil da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) e R$ 1,5 milhão do então deputado federal Chiquinho Brazão. Os R$ 2 milhões são os únicos recursos públicos recebidos pela entidade até hoje.
A atuação de Peixe na obtenção das verbas aparece em mensagens extraídas de seu celular, apreendido pela Polícia Federal durante a investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a investigação, cabia ao ex-assessor procurar deputados e senadores para tentar direcionar emendas a entidades indicadas por ele.
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