- Pela Redação
- 29/05/2023
Uma pesquisa divulgada pela Quaest nesta segunda-feira (17) apresenta dados relevantes sobre a percepção dos brasileiros em relação à possibilidade de interferência de nações estrangeiras nas eleições presidenciais de 2026.
De acordo com o levantamento, quase metade dos entrevistados (48%) não acredita que seja possível países estrangeiros interferirem nos pleitos brasileiros. Por outro lado, 45% dos respondentes consideram viável tal interferência, enquanto 7% não souberam ou preferiram não responder à questão.
Divisão de opiniões conforme orientação política
Quando analisados os dados de acordo com a filiação política dos entrevistados, emergem diferenças significativas nas perspectivas. Entre os bolsonaristas, a crença em uma possível interferência estrangeira é majoritária: 64% acreditam que seja viável, 31% descartam essa possibilidade e 5% não responderam.
O cenário se inverte entre os lulistas. Neste segmento, 60% não acreditam em interferência estrangeira, enquanto 33% consideram essa possibilidade real, e 7% não souberam responder.
Beneficiários em caso de influência externa
O estudo também investigou qual espectro político se beneficiaria caso houvesse interferência de chefes de Estado estrangeiros. A maioria absoluta dos respondentes (57%) acredita que candidatos de direita seriam favorecidos por tal influência. Apenas 22% entendem que políticos de esquerda se beneficiariam, 5% acreditam que ambos os lados se favoreceriam igualmente, e 16% não souberam responder.
Entre os eleitores bolsonaristas, essa convicção é ainda mais forte: 71% afirmam que a interferência beneficiaria a direita, enquanto apenas 16% acreditam que a esquerda seria favorecida.
Entre os lulistas, a avaliação é similar: 54% entendem que a direita se beneficiaria, contra 29% que acreditam em ganhos para a esquerda. Já entre os eleitores independentes, 45% veem benefícios para a direita e 22%, para a esquerda.
Detalhes metodológicos da pesquisa
A Quaest, instituição contratada pela Rede Globo e pelo jornal O Globo, realizou 2.004 entrevistas com cidadãos maiores de 16 anos nos dias 10 a 13 de agosto. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. O levantamento foi oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
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