- Pela Redação
- 29/05/2023
A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27/7), apresenta um cenário eleitoral que permanece relativamente estável, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidando sua liderança na disputa presidencial, especialmente quando consideradas as projeções para o primeiro turno das eleições.
No que concerne ao segundo turno, o petista mantém uma posição de empate técnico frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentando 47% de intenção de voto contra 43% de seu principal adversário. Este levantamento marca o primeiro divulgado após a implementação das tarifas de 37,5% impostas pelo presidente americano Donald Trump ao Brasil.
No primeiro turno, Lula registrou uma oscilação positiva em relação ao levantamento anterior, realizado em 13 de julho. O petista avançou de 40% para 42%, enquanto Flávio recuou de 34% para 33%. Os demais candidatos mantiveram suas intenções de voto estáveis em comparação com o período anterior.
Segundo os dados coletados, 52% do eleitorado que declarou preferência por um candidato (representando 92% do total) afirmam que sua escolha corresponde ao nome ideal. Outros 36% declaram que, embora não seja o candidato perfeito, representa a melhor opção disponível no atual cenário político.
Um percentual reduzido de apenas 10% dos eleitores afirmam que votarão em determinado candidato com o objetivo exclusivo de impedir a vitória de outro concorrente considerado menos adequado. Este índice sobe significativamente para 21% quando analisado o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio.
Entre os apoiadores lulistas, 64% consideram o presidente o candidato ideal para o cargo, enquanto este percentual é substancialmente menor entre os eleitores de Flávio, atingindo apenas 47%.
As taxas de rejeição aos dois principais candidatos apresentaram poucas variações: Lula oscilou de 46% para 48%, enquanto Flávio permaneceu estável em 50%. Entretanto, as rejeições direcionadas a Caiado, Zema e Renan Santos apresentaram recuos entre 4 e 7 pontos percentuais, sugerindo uma maior consideração desses candidatos por parcela do eleitorado, ainda que não se traduzam em aumentos de intenção de voto no primeiro turno.
No cenário de segundo turno contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula apresenta 45% contra 43% de seu adversário, caracterizando igualmente um empate técnico. A comparação com o levantamento anterior revela uma redução considerável na vantagem presidencial, que era de 47% a 38% há duas semanas.
Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o presidente registra 46% de intenção de voto contra 42% do candidato mineiro, configurando também um empasse técnico. Neste caso, Lula igualmente perdeu terreno em relação à pesquisa anterior, quando apresentava 47% contra 40%.
Na simulação contra o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pela legenda Missão, Renan Santos, Lula também registrou redução de sua vantagem, caindo de 49% para 47%, enquanto Santos avançou de 35% para 39%.
A análise geral do cenário eleitoral indica estabilidade na corrida presidencial, com uma discreta ampliação da vantagem de Lula em relação a Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno. Ronaldo Caiado avançou de 5% para 6%, Renan Santos de 4% para 5%, enquanto Romeu Zema recuou de 4% para 3% no primeiro turno.
A pesquisa também abordou a percepção dos brasileiros acerca das novas tarifas lançadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A notícia alcançou conhecimento de 80% dos entrevistados, representando um índice bastante expressivo.
A maioria do eleitorado, correspondendo a 53%, interpreta a decisão do presidente Trump como uma ação política, com propósito de punir o governo Lula e influenciar no resultado das eleições brasileiras. Um percentual bem menor, de apenas 32%, considera a decisão como meramente comercial e econômica.
Quando questionados sobre responsabilidade pelo tarifaço, o eleitorado divide suas culpabilizações de forma equilibrada: 41% culpam Lula, enquanto outros 41% apontam o dedo para Flávio Bolsonaro.
O levantamento foi conduzido por telefone entre os dias 24 e 26 de julho, alcançando 2.004 eleitores. A margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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