- Pela Redação
- 29/05/2023
Um morador de Pedro Osório, localizado no Sul do Rio Grande do Sul, teve sua residência completamente destruída pela passagem de um tornado que atingiu o município na quinta-feira.
Leonardo Hepp Ferreira, diretor de Agricultura da prefeitura e também pecuarista, estava ausente de sua propriedade no momento do temporal. Ao retornar ao local após o evento, foi surpreendido pela dimensão dos danos causados pelo fenômeno.
Quando as condições climáticas melhoraram, Ferreira se dirigiu até sua propriedade e encontrou um cenário de total devastação. A construção foi completamente destruída pela força dos ventos.
"Cenário de guerra, desmanchou tudo. Não tem mais nada", relata Ferreira sobre os estragos.
De acordo com seu relato, Leonardo havia saído para trabalhar durante a tarde. Já na cidade, percebeu o início da tempestade e começou a receber mensagens informando que um tornado havia passado pela região onde fica sua residência, na localidade da Vila Matarazzo.
Leonardo soube dos danos por meio de registros feitos por pessoas que passavam pela estrada durante o temporal. Em um dos vídeos, é possível visualizar a área onde ficava a residência.
"Era uma casa, agora não tem mais nada", lamenta o morador sobre a perda total de sua propriedade.
Pela segunda semana consecutiva, um tornado foi confirmado no Rio Grande do Sul. Desta vez, o fenômeno ocorreu no interior do município de Pedro Osório, no Sul do estado, nesta quinta-feira (6).
A confirmação foi realizada pela Climatempo Meteorologia, com base em dados fornecidos pela Defesa Civil do RS. Conforme a Climatempo, o tornado foi gerado por uma supercélula, um tipo de tempestade com corrente ascendente giratória. "Supercélulas comumente causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas, e em algumas ocasiões tornados", explica a Defesa Civil.
No total, oito cidades reportaram danos nesta quinta-feira devido aos eventos climáticos severos.
Na semana anterior, no dia 28 de julho, o mesmo fenômeno atingiu a região Noroeste do estado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho.
A Defesa Civil Regional confirmou quatro feridos no total decorrentes daquele evento.
O Rio Grande do Sul está inserido no chamado corredor de tornados da América do Sul, considerado uma das regiões mais favoráveis do planeta para a formação desses fenômenos, atrás apenas da região central dos Estados Unidos.
Nessa faixa do continente, diferentes condições atmosféricas costumam se encontrar com frequência. Um dos fatores determinantes é o encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia com o ar frio que avança do sul do continente.
Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar. O tornado é justamente a coluna de ar em rotação que liga a base da nuvem ao solo. Em poucos minutos, os ventos podem ultrapassar 300 quilômetros por hora.
Conforme a Climatempo Meteorologia, "o tornado é uma corrente de ar ascendente gerada entre a base da supercélula e o solo, em forma de funil, com movimento giratório."
"A passagem de um tornado provoca torções em objetos justamente por causa desta característica de giro intenso. O prolongamento da base da supercélula em formato de funil é visível no horizonte. Quando o funil toca o solo, chamamos de tornado", continua a explicação.
"Em muitos casos", continua a Climatempo, "o funil é visível apenas na base da nuvem e não chega ao solo."
Ainda segundo a empresa, "o tornado pode se deslocar e causas danos em alguns quilômetros. O mesmo padrão de estragos é visível ao longo de um caminho".
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