- Pela Redação
- 29/05/2023
A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou, na manhã de quarta-feira, uma grande operação destinada a desarticular uma organização criminosa especializada na produção e comercialização de anabolizantes, medicamentos controlados e termogênicos fraudulentos espalhados por diferentes regiões brasileiras.
Os policiais estão executando 45 mandados de prisão preventiva e 50 de busca e apreensão simultâneas, além de realizar o bloqueio de R$ 32 milhões em bens dos investigados. A operação também resultará na apreensão de 11 veículos de luxo, no fechamento de 13 estabelecimentos comerciais e na desativação de 22 contas em plataformas digitais utilizadas para a comercialização dos produtos ilegais.
Entre os principais investigadores encontram-se Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e identificado como coordenador geral da organização, a influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e o empresário Alam Manoel Lima.
As investigações tiveram origem após operações de busca realizadas na residência de um dos chefes de uma célula criminosa. Durante a revista, os agentes apreenderam um aparelho celular contendo registros de comunicações que detalhavam os crimes perpetrados e mapeavam os diferentes núcleos operacionais da organização.
Conforme os relatos policiais, os anabolizantes eram manufaturados de maneira artesanal, utilizando hormônios sintéticos, substâncias diuréticas e estimulantes de qualidade questionável. A operação revelou que profissionais da medicina veterinária colaboravam ativamente, fornecendo receituários fraudulentos para a aquisição de fármacos de uso restrito em estabelecimentos destinados ao comércio agropecuário.
Para conferir maior aparência de legitimidade aos produtos comercializados, a rede criminosa utilizava rótulos impressos em idiomas estrangeiros e símbolos de nações internacionais. De acordo com a Polícia Civil, nutricionistas e preparadores físicos integravam o esquema, recomendando ativamente essas substâncias aos seus clientes.
A investigação revelou que o grupo mantinha estrutura descentralizada, com operações específicas em cada localidade:
A rede de distribuição se estendia igualmente ao Acre e a Minas Gerais, garantindo a circulação permanente das substâncias contrabandeadas pelo território nacional.
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