- Pela Redação
- 29/05/2023
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou ordem para a prisão preventiva de Apolo Carvalho da Silva, de 28 anos, que conseguiu burlar a segurança brasileira e se refugiar na Espanha.
A determinação sigilosa foi publicada pelo gabinete do magistrado no final da tarde de quarta-feira (29 de julho). O acusado saiu do Brasil atravessando diversos países e posteriormente obteve um passaporte junto ao consulado brasileiro localizado no México, permitindo seu deslocamento para a Europa.
Além da ordem de prisão, Moraes também determinou o congelamento imediato de todas as contas bancárias, investimentos, fundos, ativos em criptomoedas e demais patrimônio financeiro do réu.
O indivíduo removeu sua tornozeleira eletrônica em 10 de junho de 2024 e iniciou sua fuga em direção à Argentina. Posteriormente, transitou por Peru e Colômbia antes de chegar ao México.
De acordo com a investigação, o fugitivo apresentou uma denúncia falsa junto às autoridades mexicanas na Cidade do México, se identificando como turista e informando ter perdido seu documento de viagem. Utilizando essa ocorrência, procurou o Consulado do Brasil no México e solicitou a emissão de um novo passaporte, obtido com êxito. Posteriormente, deslocou-se para a Espanha, onde permanece desde dezembro do ano anterior. O passaporte foi cancelado em janeiro.
Ao estabelecer a prisão preventiva e o congelamento patrimonial, Moraes ressaltou que o acusado, originário de Uberaba em Minas Gerais, responde por crimes de incitação à atividade criminosa e participação em organização criminosa, encontrando-se em endereço desconhecido.
"Portanto, faz-se imprescindível o restabelecimento da prisão preventiva do acusado Apolo Carvalho da Silva, que se encontra em local incerto e não sabido, logo após ter danificado o equipamento eletrônico utilizado para seu monitoramento", registrou Moraes em sua decisão.

Carla Sena/Arte Metrópoles
O ministro complementou: "Torna-se necessário, adequado e urgente o bloqueio imediato das contas bancárias e demais ativos financeiros do réu, além do congelamento de propriedades móveis e imóveis, a fim de garantir a efetividade das ações penais. Com base no artigo 21 do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, decreto a prisão preventiva de Apolo Carvalho da Silva."
Embora o acusado tenha abandonado o Brasil possuindo um mandado de captura em vigor, essa ordem expirou em maio do presente ano. Dessa forma, Moraes expediu um novo mandado de prisão preventiva contra o investigado.
Até o momento, a coluna não obteve resposta da defesa técnica de Apolo.
Conforme informações obtidas pela reportagem, o acusado conseguiu obter um novo passaporte após deixar o território brasileiro. O réu, relacionado aos acontecimentos de 8 de janeiro, estava no México depois de ter partido do Brasil em 2024, após danificar sua tornozeleira eletrônica de monitoramento. Previamente, havia transitado por Argentina, Peru e Colômbia antes de alcançar o país norte-americano.
Apolo permaneceu no México entre janeiro e dezembro de 2025, estabelecendo residência no estado de Querétaro. Durante o mês de setembro do ano anterior, registrou uma queixa junto às autoridades mexicanas informando o desaparecimento de seu passaporte enquanto se encontrava no país na condição de visitante.
Portando a denúncia, compareceu pessoalmente ao Consulado Brasileiro no México e requereu a emissão de um novo documento de viagem, que lhe foi concedido em 29 de setembro.
A reportagem apurou que agentes diplomáticos, servidores consulares e representantes da Polícia Federal no México não realizaram uma consulta adequada sobre restrições e impedimentos contra o acusado antes de liberar o novo passaporte.
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