- Pela Redação
- 29/05/2023
O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que um grupo de oração voltasse a realizar visitas regulares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O grupo, composto por 13 pessoas, terá permissão para se encontrar com o ex-mandatário todas as quartas-feiras às 19h30.
A equipe jurídica de Bolsonaro protocolou pedido junto ao tribunal na quinta-feira (23), solicitando que os encontros semanais fossem retomados. O pleito enfatizava que as reuniões ocorreriam exclusivamente com propósito religioso, mantendo toda a estrutura de supervisão e segurança previamente estabelecida pelo Poder Judiciário.
Ao deferir o pedido, Moraes fundamentou sua decisão informando que o período de restrição anteriormente imposto ao ex-presidente havia expirado naturalmente.

Quarto mandato pode fazer STF ter 7 dos 11 ministros escolhidos por Lula
Em julho, as visitas genéricas foram temporariamente cessadas durante 30 dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhar uma mensagem produzida pelo pai através de plataformas digitais. O magistrado interpretou que tal divulgação representava descumprimento da restrição que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, ainda que indiretamente.
Simultaneamente, Moraes instituiu vedações adicionais: Bolsonaro não poderia receber visitas com intenção político-eleitoral até o encerramento do período eleitoral de outubro, além de ficar impedido de expressar posicionamentos eleitorais através de terceiros.

Hugo e Alcolumbre pavimentam reeleição no Congresso com vitória de Lula
Na deliberação mais recente, o ministro deixou explícito que os encontros religiosos devem observar rigorosamente as exigências de segurança e todas as demais restrições judiciais vigentes. A comunicação com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar tornou-se obrigatória para implementação das medidas necessárias.

Análise: Congresso será teste ambiental do quarto mandato de Lula
0 Comentários
Faça um comentário