- Pela Redação
- 29/05/2023
g1
Líderes partidários e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a avaliar que a saída para evitar uma "crise" maior no tema da anistia aos golpistas do 8 de janeiro seria adotar um caminho intermediário: reduzir as penas e soltar quem já cumpriu pelo menos 25% da condenação.
A ideia, vista com bons olhos por alguns setores e por partidos do Centrão, não prevê o perdão completo aos golpistas – como está descrito no projeto original.
A dificuldade, no momento, seria abrir uma negociação dentro do próprio STF e que envolvesse a Primeira Turma do tribunal, de onde vieram as sentenças.
O ministro Luiz Fux, na visão de alguns, poderia ser esse canal. Veio dele o pedido de vista (prazo adicional) no julgamento da cabeleireira Debora dos Santos, quando Fux indicou a possibilidade de reavaliar a extensão da pena aplicada a ela.
Segundo um magistrado ouvido pelo blog, no início dos julgamentos, fazia sentido aplicar penas altas para realçar a gravidade dos crimes cometidos no dia 8 de janeiro de 2023 na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Agora, no entanto, o debate é outro: como garantir a sobrevivência destas famílias.
"Eu acho que tem de ter sensibilidade com os invasores e golpistas, e sobretudo colocar o foco agora no julgamento dos mentores", diz um integrante do STF.
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