- Pela Redação
- 29/05/2023
O Globo
A defesa de 129 páginas entregue pelos advogados de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite da última quinta-feira (6) inclui uma citação ao voto do ministro Gilmar Mendes a favor da suspeição do ex-juiz Sergio Moro no julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva, notório adversário do ex-presidente, no caso do triplex na Operação Lava-Jato.
Os advogados de Bolsonaro recorreram à manifestação do atual decano para defender a rejeição da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada no mês passado contra ele e outros 33 aliados pela trama golpista, pelo Supremo. O argumento é que a PGR apresentou narrativas contraditórias levando em conta diferentes planos para impedir a posse de Lula, sem apontar provas que embasassem o envolvimento do ex-presidente e nem a relação entre as diferentes frentes golpistas.
No voto de Gilmar, que já defendeu a Lava-Jato no passado e se tornou um duro crítico da força-tarefa, o ministro acusou a operação de implementar a “instrumentalização do processo penal, na deturpação dos valores da Justiça e na elevação mítica de um juiz subserviente a um ideal feroz de violência às garantias constitucionais do contraditório, da ampla defesa, da presunção de inocência e, principalmente, da dignidade da pessoa humana”.
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