- Pela Redação
- 29/05/2023
g1
A pesquisa Datafolha mostrou piora para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa com seus adversários pela reeleição e na aprovação de seu governo.
Segundo interlocutores do presidente, o “clima não é de desespero, mas o sinal de alerta acendeu dentro do Palácio do Planalto”.
A avaliação é que o governo está assistindo os adversários fazerem campanha, como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), e as tentativas de Lula de reação não estão surtindo efeito.
"Está faltando Lula com a população, contato com o povo", diz um aliado, alertando ainda que a estrutura de rede social da campanha de Flavio Bolsonaro já está bem avançada, enquanto a de Lula nem foi implementada.
Esse interlocutor diz que essa pode ser uma eleição para ser vencida no primeiro turno, porque no segundo turno a direita vai se unir contra Lula.
O Datafolha apontou que Flavio Bolsonaro já está empatado com Lula no primeiro turno e à frente numericamente no segundo turno. Caiado e Zema também aparecerem empatados tecnicamente com o presidente da República.
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Pesquisa Datafolha divulgada em abril aponta que Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno das eleições — Foto: Reprodução
Desaprovação
Enquanto isso, a aprovação de Lula não reagiu e a desaprovação aumentou. Pela pesquisa Datafolha, o índice de desaprovação foi de 49% em março para 51% agora. A aprovação oscilou de 47% em março para 45% agora.
Passando por esse momento ruim de avaliação de sua administração, Lula vai apostar em temas de interesse direto da população e de trabalhadores formais e informais para sair das cordas.
Nesta semana, o governo deve lançar oficialmente o programa de refinanciamento de dívidas de famílias endividadas.
Com votações previstas em comissões nesta semana no Congresso, a PEC do fim da escala 6 x 1 e o projeto de direitos de trabalhadores de aplicativos serão explorados para aproximar Lula de temas de interesse destes segmentos do eleitorado.
O governo quer mandar um projeto de lei em regime de urgência com o fim da escala 6 x 1, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A tendência é que haja um pedido de vista e, assim, o governo envie seu projeto.
Já os parlamentares de centro defendem a votação do projeto de trabalhadores de aplicativos sem garantias rígidas de direitos, enquanto o governo quer o contrário. Por isso, a equipe de Lula não quer votar o projeto fechado na Câmara.
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